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Diretoria do Clube Centenário busca solução para problema das capivaras na Lagoa do Fundão

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Desde 2014, a diretoria do Clube Centenário de Formiga tem se empenhado em busca de solução para o problema da presença das capivaras nas proximidades da sede campestre, na Lagoa do Fundão. Um inquérito civil foi instaurado, quando foi solicitada a intervenção do Ministério Público (MP) para essa questão socioambiental.

No inquérito civil, a diretoria pede a permissão para remover as capivaras para um local mais apropriado, para evitar problemas de contaminação e doenças, como a febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela, encontrado em capivaras. A partir disso, o Ministério Público acionou os clubes do entorno da Lagoa do Fundão e a Prefeitura para, juntos, encontrarem uma saída. Também foi proposta uma parceria com o curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Formiga (Unifor-MG).

Essa iniciativa foi a partir da reivindicação dos associados junto à diretoria do Clube Centenário, o que demonstra a preocupação da coletividade para garantir a integridade e saúde dos sócios, demais frequentadores, funcionários e da sociedade, visto que há várias residências circunvizinhas.

Em janeiro de 2017, a diretoria do Clube Centenário ratificou no Ministério Público o pedido para a remoção das capivaras. Já em outubro de 2017, foi realizada uma reunião na sede da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente com representantes dos clubes do entorno da Lagoa do Fundão, do Unifor-MG e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Na ocasião, foi discutido sobre o inquérito civil e debatidas várias sugestões de possibilidades de manejo. Entretanto, esse manejo deve ser autorizado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Entre as propostas, foi cogitada a castração das capivaras, pulverização e outros métodos.

Ficou sob a responsabilidade da coordenação do curso de Medicina Veterinária do Unifor-MG a elaboração de um plano de trabalho específico para o local, o qual poderá ser executado pela equipe do Centro Universitário, com a contribuição dos clubes para custear as despesas. Também ficou definido que o Município, por meio da Prefeitura, seria o titular a requerer o manejo das capivaras perante o Ibama.

Ainda em outubro de 2017, o MP requisitou à coordenação do curso de Medicina Veterinária o envio do plano de trabalho para levantamento de dados e realização do censo da população das capivaras existentes naquela região.

O Plano de Manejo da População de Capivaras na Região da Lagoa do Fundão em Formiga-MG foi apresentado ao MP, depois foi discutido em reunião realizada em novembro de 2017, com a presença de representantes da Promotoria do Meio Ambiente, dos clubes, do Unifor-MG, da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e do Centro de Defesa da Vida Animal (Codevida).

A promotoria solicitou a inclusão de ações de educação ambiental e observação das preferências dos animais quanto às áreas de ocupação. Também foi sugerida a coleta de carrapatos das capivaras para enviar à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para análise da contaminação por rickettsia, organismo causador da febre maculosa.

Foram definidas algumas atividades entre os envolvidos, como censo e análise comportamental dos animais, planilha de custos e cronograma executivo, verificação junto à Funed para a coleta e envio de carrapatos e requerimento junto ao Ibama para a remoção das capivaras.

Devido a um impedimento temporário, a coordenação do Unifor-MG não pôde concluir o censo, assim, em julho de 2018, a promotoria prorrogou o prazo para a conclusão do procedimento extrajudicial por 365 dias.

A diretoria do Clube Centenário ressalta que tem tomado as providências para resolver esse problema, o qual espera ser solucionado o mais breve possível.

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